POEMETO

Posso escrever todas versos possíveis,
quantas rimas em verbos ou adjetivos,
mas todos, todos seriam infalíveis:
trariam sempre tua companhia consigo.

Meiga, doce, afável.
Da prosa leve,
do ar sempre amável.
Leve, sublime,
dona das palavras
claras e íngremes.

Ou seria um poema sem valor
eu diria: um poemeto.


sEvErIAnO

COMUNGANDO

Permitam-me

falar de todos assuntos ao mesmo tempo
e neste momento de nenhum, nada.
Consequência da absurda modernidade:
de informações mil e in-formação zero
Numa velocidade viril, sem esmero,
vamos comogado as certezas alheias
Engolindo a coca-cola do nosso jornalismo
Comendo bundas-peitos duma novela qualquer
Aceitando na nossa mesa o lixo urbano Global
Mentiras fúteis de um mundo morto e banal.


sEvErIAnO

LUTA QUILOMBOLA

Na escura cidade noturna
Olhos esvaem seu negrume
Buscando retomar a procura
De mitos e velhos costumes

Reescrevem os ritos quilombolas
Teimando unir-mãos na luta
Num tempo que não se renova
E traz, em si, vagas escusas

Ao termo, rompe a coragem!
E se a cor age em claro-escuro
É que o mundo é sem paragem:
Jamais desistir, nosso orgulho.


sEvErIAnO



Em tempo: com o poeminha, acima este velho poeta retoma este blog e suas publicações com constância. Agradeço muito o apoio e os pedidos de retomada, que faço com prazer no antigo desejo de estarmos unidos pela poesia. Ah, não publicarei mais com as alternâncias entre vogais (maiúsculas) e consoantes (minúsculas) para facilitar a leitura e o acesso.

Muito obrigados a todos. Axé!

A r q u I v O s